Textifood: novos caminhos para a moda

  As mudanças na indústria de moda estão acontecendo — em partes, pela transformação na consciência de compra dos consumidores, em outros casos por estímulo de pequenos negócios que, assim como nós, acreditam em um futuro alternativo para a maneira como pensamos, criamos e entregamos valor.

  Uma pesquisa realizada pela Siegle (2014), mostrou que a produção de couro consome 20% mais energia do que produzir um material oriundo do petróleo. Apesar de testarmos o PU como material alternativo nas carteiras e o mesmo ter se mostrado uma boa saída para fins de reciclagem, há alguns anos a nossa fundadora, Pri Cortez, vem pesquisando sobre tecidos tecnológicos que servem melhor ao nosso propósito como marca. 

Desafios da indústria têxtil e os novos textifoods

  O World Wildlife Fund diz que 20 mil litros de água são necessários para produzir um quilo de algodão, o equivalente a uma única camiseta e um par de jeans. Com a crise climática e a procura por materiais mais sustentáveis, a indústria têxtil tem desenvolvido matérias-primas alternativas ao couro e ao algodão. 

  Textifood são tecidos que surgem a partir de cascas e até resíduos de alimentos. Estas fibras têxteis vêm de todos os continentes e são estudadas por pesquisadores de todo o mundo para atender às necessidades. 

  O piñatex é um exemplo de textifood. O couro ecológico é produzido a partir de fibra do abacaxi. O material foi criado pela designer e pesquisadora Carmen Hijosa que trabalhou mais de 15 anos na fabricação de artigos de couro, antes de ir para as Filipinas realizar novas pesquisas com produtos feitos a partir de fibras naturais. Para um metro quadrado de piñatex são necessárias 480 folhas de abacaxi.

 

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