Por que a Maria Tangerina é uma marca vegana?

Que a Maria Tangerina é vegana vocês já devem saber. Mas hoje queremos compartilhar com vocês quais foram as nossas motivações e o por quê desse assunto ser tão importante para nós. Esta é uma história que envolve nossas decisões sobre as matérias-primas utilizadas e também diz muito sobre o que somos, os nossos valores e propósitos.


A indústria do couro


Quando falamos de matéria-prima, estamos falando sobre consumo. E se o assunto é consumo, o assunto é político. Por isso, especificamente quanto ao uso do couro, há muitas controvérsias em jogo. Há quem diga que o ideal é evitar a todo custo produtos que o utilizem. Há quem diga também que alguns materiais são ainda mais nocivos ao ambiente do que a utilização do couro em si. Ambas as posições se justificam, mas é importante dar um passo adiante para que as escolhas sejam feitas de forma consciente e sustentável.


Neste artigo, publicado pela Modefica, a Marina Colerato reuniu uma série de informações relevantes para a discussão. Ela fala sobre a dependência da indústria do couro à indústria pecuária, já que a disponibilidade do couro vem do abate dos animais destinados primariamente para a alimentação. Ou seja, está tudo interligado.


Produzir couro consome 20% mais energia do que produzir um material oriundo do petróleo (Siegle 2014), como o PU, material que estamos testando para as carteiras da Maria Tangerina e tem se mostrado uma alternativa bastante interessante, inclusive, no quesito reciclagem.


De qualquer forma, deixar de consumir produtos de couro não necessariamente ajuda a minimizar os abates. É preciso ações em conjunto para que o impacto das nossas ações seja menor. É preciso questionar as escolhas diárias e buscar atingir o problema na raiz. Não dá para fugir, é preciso reduzir o consumo animal. E sabe do que mais? Devemos lembrar que a melhor forma de evitar impactos ambientais continua sendo estendendo o tempo de vida útil do produto, evitando o consumo de novos itens.


Construção de futuro


A nossa escolha por não usar o couro veio antes de nos entendermos como uma marca vegana. Estávamos buscando durabilidade e qualidade por um preço acessível e assim encontramos o suede (poliéster obtido a partir do petróleo). O público vegano nos abraçou por se identificar com a estética das peças e por terem encontrado uma bolsa leve, com design e sem matéria-prima animal. A partir daí, as pessoas atribuíram o termo vegano à nossa marca e também encontramos o nosso lugar, como quem busca e age por mudanças.

Somos uma empresa vegana não por oportunidade, mas por necessidade. E nunca buscamos protagonismo por estarmos representando esse papel. Convivemos com um propósito maior e, nesse cenário, entendemos que ser uma marca vegana é ser catalisadora de uma boa ideia. Por meio de nossos produtos estamos facilitando boas práticas de consumo, ajudando a nossa comunidade e trazendo reflexões que devemos carregar por onde formos. Qual é a procedência? Vou usar por bastante tempo? Como será descartado?



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