A revolução está nos detalhes

Aqui na Maria Tangerina, acreditamos fielmente que a revolução está nos detalhes. Criar futuros possíveis de forma justa para as pessoas e o planeta, se torna uma realidade quando olhamos para o que nos cerca — então, despertamos para a nossa força criativa através da atenção, escuta e muito estudo.

Em um sistema capitalista, o consumo rege parte das decisões quanto aos processos utilizados na produção dos itens que levamos para casa — ou a falta deles. Quando olhamos para o mundo como um shopping, onde podemos intervir em todos os campos apenas para benefício próprio sem nos dar conta que somos dependentes desse ecossistema, nascem desculpas para destruir em prol do progresso. O ativista e escritor indígena, Ailton Krenak, no Roda Viva em abril de 2021, fez críticas ao modelo de sociedade de mercadoria em qual vivemos. 

 

“É o mundo da mercadoria. Um mundo mágico que faz aparecer água na torneira, leite na caixinha e coisas na gôndola. É o pensamento mágico do mundo capitalista.”, criticou o autor.


Talvez, tenhamos nos acostumado a consumir, consumir e consumir sem ao menos questionar a origem e destino desses produtos. Como a matéria-prima é extraída? Como a população local é impactada? Qual o destino desse item após o uso? Essas são algumas das perguntas que deveriam fazer parte dos nossos hábitos antes de tomar a decisão de passar o cartão de crédito. 

Mas não sejamos redundantes, em uma economia liberal a culpa caí quase sempre para os indivíduos e pouco sobre os homens brancos em cargos executivos que tomam as decisões. Diversos são os motivos que impactam na decisão pessoal de uma compra, como diria nossa amiga e fundadora da Ideia Crua, Amanda Santos, "a sustentabilidade será uma verdade quando for acessível para todo mundo". 

No Brasil, a classe média encolheu. Nos últimos cinco anos, a renda disponível para consumo da classe C caiu quase 10%, passando de R$ 286 milhões para R$ 259 milhões, segundo levantamento realizado pela consultoria Tendências. Gastos básicos como alimentação e as vestimentas tem pesado mais no bolso de todo brasileiro — e, esse fator não tem aparecido nas discussões sobre consumo consciente. 

Além do fator econômico, precisamos pensar no social. Nem todo mundo tem acesso a itens produzidos de maneira ética.

Nesse vídeo, a criadora de conteúdo e influenciadora, Ellora, rebate um discurso muito difundido na internet nos últimos meses: o real problema por trás da Shein e o mercado de segunda mão com uma lente mais realista e brasileira.

 

 

O que é o Fashion Revolution?

O Fashion Revolution é um movimento global por uma indústria da moda limpa, segura, justa transparente e responsável que nasceu em através de um conselho global de profissionais da moda após o desabamento do edifício Rana Plaza em Bangladesh, que causou a morte de 1.134 trabalhadores da indústria de confecção e deixou mais de 2.500 feridos. 

O movimento atua no Brasil desde 2014 promovendo a Semana Fashion Revolution – um evento de proporção nacional com conversas, aulas, e exibição de filmes para estimular a mudança de mentalidade e comportamento em consumidores, empresas e profissionais da moda. 

Em 2021, a Semana Fashion Revolution aconteceu apenas ambiente digital, e impactou aproximadamente 100 mil pessoas em 64 cidades do Brasil, organizado por 57 representantes locais, 71 embaixadores em 110 escolas e universidades, somando mais de 190 eventos.

Quem faz suas bolsas?

Na Maria Tangerina, acreditamos muito no poder da transparência para transformar a moda e os negócios como conhecemos hoje. Dessa maneira, criamos produtos e conteúdos que ajudam nossos clientes a escolherem melhor pensando em cada etapa do ciclo de vida dos nossos acessórios. Tanto nossa estrutura quanto custos são abertos. 

Em 2022, criamos um vídeo especial sobre os bastidores da nossa produção para reforçar nosso compromisso com a transparência, a valorização da mão de obra local e incentivar que outras marcas façam o mesmo. Mas queremos reforçar que o nosso compromisso com a transparência está nas ações diárias, ao promover um ambiente de trabalho saudável, ao buscar fornecedores que cumprem suas responsabilidades trabalhistas. A transparência não pode ser uma ação pontual. A revolução está nos detalhes.

 

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